Poema: "Prostituta"
Por: Sabrina Delfin
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Talvez eu seja como uma prostituta Fazendo o que for preciso para sobreviver Em um mundo onde não sei se sou astuta ou biruta Onde tudo o que resta é adormecer ou adoecer Como uma prostituta que finge um orgasmo Eu finjo gostar das pessoas ou do que faço Mas a única coisa que sai de mim é sarcasmo E na melhor das hipóteses talvez fracasso Talvez eu seja uma prostituta Ou uma carne nova no mercado Observando os outros atuarem uma falsa conduta E talvez você acredite que é amado Como uma prostituta que proporciona prazer As pessoas esperam que a elas tudo seja entregue Mas nessa vida é ser comido ou é comer Então o máximo que conseguirão é que eu os renegue Mas como uma prostituta na noite, eu danço confortavelmente Nem poeta, nem prostituta, e muito menos morrerei de amor Não nesse sentimento de um ser carente Com essas paixões ilusórias que as pessoas tanto sentem com ardor.
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